Diogo Amaral: como perdeu 11kg e ganhou 4kg de músculo

Que grande transformação a de Diogo Amaral! Mais uma prova Men’s Health de que, quando se quer mesmo mudar e melhor o estilo de vida, consegue-se.

Quando falei com o Diogo antes de iniciarmos o processo, fiquei com a sensação de que ele iria tentar mudar a imagem e o seu estilo de vida para parâmetros Men’s Health. Sei bem que do tentar ao conseguir, vai uma longuíssima distância. Por isso mesmo, na fase inicial deixei as coisas irem acontecendo, até que a cerca de dois meses da data final com que nos tínhamos comprometido, aí sim, já senti o Diogo super entusiasmado com os resultados que já estavam a ser visíveis. Nesse momento percebi que este “antes e depois” – à semelhança do que aconteceu com João Paulo Rodrigues – também ia dar que falar. Pois bem, aqui estamos com mais uma transformação inesperada de quem não ligava muito a estas coisas do healthy e que se “converteu” literalmente. O Diogo já me diz: “Agora, já não paro! Pedro, muito obrigado pela oportunidade”. E isto é o melhor feedback que um diretor pode receber, ou seja, sentir que o seu trabalho faz sentido na vida das pessoas. Por fim, salientar um fantástico profissional que não largou o Diogo um dia sequer e que, mais uma vez, provou todo o seu know-how nesta área… Muito obrigado Pedro Medeiros, o personal trainer que traçou e efetivou todo o processo de transformação do Diogo Amaral.

– Diogo, começo por pedir que resumas a tua relação com o desporto desde pequeno. O que praticaste (se praticaste), com que regularidade…
Sempre gostei da ideia de ser um desportista. Pratiquei um bocadinho de tudo – judo, equitação, natação, ténis, atletismo, futebol, kickbox, ski aquático e na neve, etc., mas era literalmente só um bocadinho. Normalmente ia pelo convívio e nunca me dediquei a nada a 100%, apesar de gostar sempre de experimentar e de querer experienciar o que é o desporto de alta competição.

– E em relação à alimentação, como eram os teus cuidados antes de iniciares este processo de transformação?
Nunca me preocupei com nada, também porque nunca fui de comer grandes porcarias. Houve um ponto de viragem quando a Vera – ex-mulher de Diogo – ficou grávida, a ideia de ser pai tornou-me mais consciente do tempo e da importância de sermos saudáveis. Passei a ter mais cuidado, deixei de comer carne mais ou menos na mesma altura e aos poucos comecei a ter realmente mais atenção ao que comia. Mas nada se compara à experiência que agora tive.

Ou seja, até começarmos este processo não te consideravas um homem saudável?
Sempre tive uma grande costela bom vivant, nunca fui de beber todos os dias, mas gostava de beber uns copos com os amigos de vez em quando. Tudo em moderação e, da mesma forma como não bebia em excesso, também não comia porcarias constantemente… Era um tipo pouco preocupado com isto do estilo de vida saudável, mas havia um equilíbrio, não era de cometer excessos. Sempre fiz alguma actividade física, podia não ser muito regular, mas acontecia.

Ao imaginares os parâmetros de um Homem Men’s Health, no que é que te distanciavas e aproximavas?
Não tinha regras, nem a disciplina, nem a logística que são necessárias para atingir os parâmetros do Homem MH, nem ao nível da alimentação, nem ao nível do exercício físico. Mas era um processo que queria experienciar, descobrir quais os sacrifícios e esforço de um atleta de alta competição. Descobrir os meus próprios limites e quebrá-los, um a um.

O que é que mais aprendeste deste processo de antes e depois e que te ficará para sempre?
O que mais aprendi e que ficará para sempre foi toda uma aprendizagem gigante e o conhecimento pessoal que adquiri. Porque é um período de tempo em que tens de estar muito disciplinado e não existe margem de manobra, é alta competição e tolerância zero. Acho que é isso que se retira de toda esta experiência, a sensação de chegar à meta é muito compensadora e é a prova de que quando te focas a 100% no que queres, consegues tudo. É um processo pessoal difícil de explicar.

Alguma vez quiseste desistir?
Não digo que não tenha havido momentos mais difíceis em que o pensamento de desistir nos passa pela cabeça, mas nunca foi nada que realmente pensasse “ok, chega”. Este foi um projecto ao qual me dediquei a 100% e desistir não é uma palavra, nem uma atitude que eu pratique muito na vida.

Ser Homem Men’s Health era a meta onde queria mesmo chegar

Em termos de alimentação, o que é que mais te custou a deixar de comer?
Como gosto de experimentar, a mim não me custou deixar de comer nada, estava tão focado neste processo que foi um momento de aprendizagem. Há tempo para tudo. Ok, se calhar senti saudades de uma fatia de queijo da serra ou de uma cervejinha de vez em quando… (risos)

Que importâncias dás a alimentação neste teu resultado final?
50%. Metade do processo é a alimentação. A alimentação – e foi uma surpresa que eu tive – é uma parte fundamental do nosso bem estar e do nosso equilíbrio, temos de ter muito cuidado com o que comemos e quando o fazemos. Respeita-te e respeita o teu corpo.

Andaste com marmitas para controlar a comida, ou não?
Obrigatório! Faz parte da logística organizar e preparar o dia, e essa preparação é muito importante. Sem ela acho que nada teria acontecido e é mesmo fundamental teres essa disciplina. Para a dieta que eu estudei e para a dieta que quis fazer, era fundamental. E quando falhava nessa disciplina pagava bem caro durante o dia, porque dificilmente encontrava nos restaurantes comuns alimentos da dieta que escolhi para mim.

Gostava de reforçar a ideia de que para se ter um estilo de vida saudável não se passa fome. Concordas?
Nunca passei fome porque era implacável na organização e não permitia que isso acontecesse. Acredito que é assim que tem de ser, quando há uma boa preparação não há falhas, digo e repito que tens de te dedicar a 100% a tudo o que fazes. É tal e qual o que faço com um personagem – se é para fazer, mais vale fazer bem feito.

Há também muitas pessoas que costumam dizer que estes processos de mudança são fáceis porque há um personal trainer a acompanhar e o português habitual não tem dinheiro para pagar a um PT. Consegues contrariar esta opinião?

Eu percebo o que as pessoas dizem e, de certa forma, é verdade. Se calhar sem o Pedro Medeiros teria sido difícil fazer o que fiz em três meses, mas acho que acima de tudo é preciso força de vontade e profissionalismo. É preciso um grande foco no objetivo e a capacidade de trabalhar para tal. Quando eu tenho um objetivo, faço tudo o que posso para o alcançar. É essa a minha atitude perante a vida e este projeto não foi mesmo exceção.

Se com esta mudança conseguir inspirar pelo menos uma pessoa, já fico muito feliz!

Então, jamais o conseguirias sozinho?
Nem queria tentar fazer isto sozinho, acho que, de certo modo, até é irresponsável porque precisava do profissionalismo e do conhecimento que eu sozinho não teria, neste caso o do Pedro. Depois disto, de ter aprendido e de ter feito o meu “curso intensivo”, sinto-me preparado para continuar sozinho.

Também é provável que alguns pensem que metade das tuas imagens deste artigo foram trabalhadas em Photoshop. Gostava que respondesses de antemão a esta possibilidade?
De um modo geral, não me preocupo com o que as pessoas pensam, e muito menos neste caso. Estou tão feliz com o que eu e o Pedro conseguimos que não me preocupa sequer a possibilidade de as pessoas acharem que há Photoshop envolvido. Eu sei que não há, tenho vídeos e fotografias que comprovam que esta mudança é real. Hei-de partilhar algumas partes deste processo, no Breaking Dad, não para provar nada a ninguém, mas para partilhar esta viagem e, quem sabe, ajudar alguém a fazê-la também.

Resumidamente, esta tua “transformação” foi…?
… Um processo indescritível. Quase que é difícil para mim falar sobre isto, foi uma experiência tão pessoal, tão transformadora… Não foi fácil, não vou ser aquele gajo que diz que isto não custa nada e que qualquer pessoa consegue fazer. Qualquer pessoa consegue fazer, se tiver uma força de vontade muito grande. Há momentos em que questionas muita coisa, há pedras no caminho, há obstáculos que até nós às vezes colocamos a nós próprios. Mas se mantivermos o foco, tudo isso é ultrapassado. E, no fim de tudo, acho que acima de tudo sinto um grande orgulho por ter chegado aqui.

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