Recomeçou os treinos mas desistiu logo? Há um truque para continuar

14 Setembro, 2022

As desculpas que ainda o impedem de treinar ou que o fazem desistir antes de ter terminado aquela última repetição (que faz toda a diferença) num determinado exercício têm agora os dias contados. Ou pensa que só você é que se depara com “inimigos mentais” que se atravessam no caminho do seu sucesso?

Todos sabemos que, por vezes, a vontade para ir treinar não aparece; ou que as forças começam a falhar a meio da série; ou que surgem imprevistos de última hora que arrasam todo o esforço feito. Por vezes, basta receber um SMS a desafiá-lo para um jantar prometedor de muitas calorias. E logo num dia em que tinha treinado nos limites…

Estas situações não acontecem apenas consigo e são comuns a muitos outros leitores MH. Para o ajudar, decidimos encontrar soluções para os principais ‘cenários’ que o podem separar da glória física. Sente-se agora confortavelmente no seu sofá, leia este artigo até ao fim e absorva as nossas dicas. Depois, já sabe, é hora de pôr o corpo a mexer ou pensava que hoje não treinava? Arrume já as desculpas e comece agora mesmo a mudar a sua vida!

A vontade de ficar em casa é superior à de ir ao treino.

É nestas alturas que a motivação e a força de vontade têm de prevalecer. Ficar em casa implica o acumular de calorias. “Quando não vou treinar sinto que não vou conseguir atingir o meu objetivo e tudo o que fiz até essa altura será desperdiçado. Por isso obrigo-me a ir treinar”, diz-nos Dário Santos, engenheiro civil em Torres Vedras. Por outro lado, Rafael Diogo, sócio-gerente da empresa Cristicarnes, em Lisboa, revela encarar “o desporto como um compromisso profissional ao qual é impossível falhar. Até porque depois do treino ficamos surpreendidos com os resultados e sentimos que valeu a pena”.

Mas existem ainda leitores mais fervorosos como Rui Filipe, funcionário público, em Lisboa, que pratica desporto há oito anos e que garante que “a vontade para ir treinar nunca pode faltar, uma vez que sem treino não há resultados”.

Claro que para se motivar instantaneamente também pode também recorrer à vertente mais cómica e seguir o exemplo de Paulo Braizinha, empresário de 44 anos que diz a si mesmo: “Não é permitido falhar, senão a barriguinha vai começar a crescer”. Acredite que resulta! E se julga que a idade é uma desvantagem, Fernando Antunes, adepto fervoroso da atividade desportiva (e já com 68 anos), alega que “a vontade educa-se através da disciplina”. “O facto de falhar o treino implica chegar ao fim do dia menos bem-disposto. Em primeiro lugar porque quebra a sua disciplina e depois porque dificilmente é possível sentir-se tão bem em termos físicos”, acrescenta. Lembre-se disto da próxima vez que o sofá chamar por si!

A força começa a falhar antes do final da série

A Men’s Health não se cansa de o alertar: são precisamente as últimas repetições que fazem toda a diferença. João Fernandes, bancário de 35 anos e praticante de desporto há 10, sabe que quando está a treinar “o lema é só terminar no fim, seja mais uma série, mais uma repetição ou mais uma subida”.

Para Mahesh Bhimjee, desportista de 41 anos e residente em Lisboa, uma vez que se chegou quase até ao fim da série, “basta aguentar apenas mais um pouco. Completar o objetivo e desfrutar do enorme bem-estar psicológico que se sente no final”. Caso as forças falhem, “nada como fazer uma pausa para recuperar as energias e terminar. Ficar a meio não vale”, afirma. Até porque esse momento final “são frações de segundo e a mentalização de que apenas faltam duas repetições ajuda a alcançar a meta traçada. E quando tudo parece perdido, uma boa respiração ajuda sempre a suportar o que falta”, aconselha João Antunes, consultor comercial em Alcochete e praticante de musculação há cerca de dois anos.

O treino foi fantástico, mas segue-se um jantar calórico

Esforçou-se até à falha, eliminou todas as calorias a mais, mas esqueceu-se do jantar que tinha combinado que, por certo, será garantia de excessos alimentares. E agora? Calma, nada está perdido. Miguel Casimiro, consultor científico e atleta há mais de 20 anos, revela que a solução passa por “abusar nas proteínas, gorduras benéficas e hidratos de carbono de baixo índice glicémico”. Claro que todos nós podemos (e devemos) cometer uma ou outra falha alimentar que até ajuda a estabilizar o humor e a aumentar a satisfação. Nesses casos, “nada melhor que um treino de corrida logo na manhã a seguir”, acrescenta. Celso Martins, instrutor de fitness em Lisboa, sabe que tudo tem resolução, ou seja, “se nessa semana houve cuidado no treino e na alimentação, não há nada como ir ao jantar combinado e comer tudo a que se tem direito”.

No entanto, se sentir que não terá capacidade para resistir às tentações calóricas que chegam à mesa, pode sempre adotar a estratégia de João Martins, estudante de 20 anos, que nunca se esquece que “os objetivos estão em primeiro lugar e não há nada como uma desculpa engraçada de última hora para fugir a um jantar calórico”. Se não tem escapatória possível, lembre-se que “o treino é o equilíbrio de tudo, mesmo quando isso implica uma enorme refeição. Se assim for, reduza os efeitos calóricos através de uma menor quantidade da comida que coloca no prato ou conjugando os alimentos de forma inteligente (muitos ingredientes verdes)”, afirma Sério Melro, engenheiro de 46 anos que pratica desporto há mais de três décadas. O importante é que se sinta bem com a sua decisão e compense depois qualquer exagero cometido.

A noite vai a meio e surge a vontade de petiscar.

Eis um dos cenários mais comuns e mais desastrosos para qualquer desportista, por mais amador que seja. Neste capítulo as respostas são como as tentações calóricas deveriam ser: pequenas! Para Vítor Pinheiro, personal trainer de 35 anos e praticante de vólei de praia e musculação “o truque passa por comer apenas metade do que quer que tenha vontade”. Simples: “metade da quantidade, metade dos estragos”.

Outra solução passa por “contornar a vontade recorrendo a chá ou fruta em vez das bolachas”. Assim aconselha Luís Simão, fisiologista do exercício que recorre a esta técnica há quase 34 anos. Se não consegue resistir às bolachas, faça como Manuel Oliveira. O segurança privado de 37 anos “apenas come quatro bolachas e sempre acompanhadas por um chá”.

No entanto, um bom momento de reflexão pode ser uma alternativa. João Martins opta por “respirar fundo e pensar duas vezes antes de se atirar logo às guloseimas. O melhor é mesmo atacar algo rico em proteína”.


Programa alternativo à hora do treino.

Uma coisa é um derby futebolístico estar agendado para a hora do treino. Outra coisa é o convite da sua mulher para ir ao cinema. Se na primeira situação pode treinar enquanto vê os lances mais espetaculares nas televisões do ginásio, na segunda dificilmente tem escapatória. Ou será que tem?

Hugo Alexandre, international sales advisor, de 38 anos, consegue ter o melhor dos dois mundos. “Através de uma boa organização da agenda profissional, existe sempre tempo para fazer duas tarefas e conciliar horários”. Se o programa noturno é marcado para a hora do seu treino “apenas é necessário acordar mais cedo e treinar logo pela manhã. Ou então fazer um circuito de 35 minutos à hora do almoço.

Com um bom jogo de cintura tudo é possível e todos ficam contentes”, explica Ivo Santos, técnico de informática e praticante de musculação há 18 anos. Outra alternativa passa por “encurtar o treino. Ou então fazer um treino complementar em casa após o filme, aproveitando tudo o que se tem aprendido ao longo das sessões de treino”, sugere Rafael Diogo.

Todavia, caso seja um fervoroso adepto do treino, pode sempre fazer como o Rui Filipe e explicar que “nada o demove do treino e que é necessário respeitar essa decisão, até porque também há sessões perto da meia-noite”. Mas sejamos sinceros, “se não é todos os dias que a nossa mulher nos convida para ir ao cinema, há que aproveitar ao máximo esta situação. Até porque as calorias que não se gastaram no treino a que não fomos podem depois ser gastas a fazer ‘o’ amor”, sugere Celso Martins.

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