Por que treinam os grandes empresários?

7 Julho, 2022

Este mês iniciamos um novo contexto editorial na Men’s Health que pretende mostrar a todos que dão desculpas para não ter treinar, como é que os executivos de grandes empresas nacionais e internacionais o conseguem fazer, por que o fazem e quais os segredos para arranjarem tempo nas suas agendas preenchidíssimas. Começamos por abordar a importância do desporto no dia a dia de quem tem de tomar constantemente decisões difíceis, gerir grandes projetos e liderar equipas, e, a partir da próxima edição, conversaremos individualmente com um executivo por mês.

Liderar uma empresa significa estar constantemente no auge do seu desempenho – e isso também inclui a componente física. Lá de fora, conhecemos inúmeros líderes de sucesso mundial que não abdicam de treinar forte, como Richard Branson, Elon Musk, Mark Cuban ou Mark Juckerberg.

Em Portugal acontece precisamente o mesmo. Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé, Marco Galinha, CEO do Global Media Group e presidente do Grupo BEL, Rui Miguel Nabeiro, presidente do grupo Nabeiro – Delta Cafés e Tiago Lobo do Vale, diretor de marketing e novos negócios do Celeiro, são alguns bons exemplos de quem tem na atividade física do seu foco mental para uma melhor liderança. E a ciência acompanha este racional, pois são imensos os estudos científicos a concluir que o exercício melhora a memória e a função cognitiva, promove uma melhor qualidade de sono e reduz stress e ansiedade.

Quisemos, então, ir mais além e perceber por que é que estes “homens sem tempo” arranjam maneira de treinar praticamente todos os dias. O que sentem e como gerem a agenda para não falhar a este compromisso não profissional.

Agendar os treinos como qualquer outro compromisso

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé que conta já com hotéis em Portugal e no Brasil e que se encontra numa perspetiva de expandir também para Angola, Cabo Verde e São Tomé, diz que treina todos os dias, exceto à segunda-feira por ser o dia que tira para organizar o trabalho da semana. “Eu costumo dizer que o tempo é igual para todos e não adianta queixarmo-nos da falta de tempo. Temos coisas que são prioritárias na nossa vida, marcamos os horários e, obviamente, há outras coisas que temos de abdicar. Só que a minha escolha foi: em vez de ver televisão, séries ou fazer qualquer outra atividade lúdica, faço desporto. Normalmente, treino às seis e meia da manhã, faço uma hora e meia, tomo um banho e às oito e pouco já estou a trabalhar”.

Marco Galinha, CEO do Global Media Group ao qual pertence a Men’s Health, foi campeão nacional de BTT e participou em várias provas mundiais, recorda que o desporto é melhor do que os medicamentos. “Sempre treinei e ainda hoje o faço quatro a seis vezes por semana. Já não o faço com a intensidade de outrora, mas sim como fator de saúde. Estou a dez minutos do ginásio, tenho várias bicicletas no escritório, pelo que arranjo sempre tempo para treinar”. Confessa estar numa fase da vida em que o desporto está de mãos dadas como o trabalho e diz tomar melhores decisões com o desporto na sua vida.

Para mim, o desporto está cem por cento na agenda, porque organizo o meu dia para isso. É como ter uma reunião que não posso desmarcar. Para mim, o treino é tão importante como outras tarefas. Prefiro ter menos tempo para comer, mas aqueles 50 minutos de exercício físico são religiosos

O mesmo registo tem Rui Miguel Nabeiro, que chegou a ser cinto preto em Taekwondo, e que apesar de não ter dias fixos para treinar, “no início da semana, combino os dias de treino com o meu personal trainer – normalmente, duas a três vezes -, e treino sempre às sete da manhã, sobretudo por motivos de agenda”. Confessa já ter experimentado treinar à hora de almoço, mas que se revelou demasiado complicado devido aos diversos encontros e reuniões. “A opção é treinar logo ao nascer do sol, que é quando me sabe melhor”.

Quem não abdica de nada para treinar todos os dias é o diretor de marketing do Celeiro: “Para mim, o desporto está cem por cento na agenda, porque organizo o meu dia para isso. É como ter uma reunião que não posso desmarcar. Para mim, o treino é tão importante como outras tarefas. Prefiro ter menos tempo para comer, mas aqueles 50 minutos de exercício físico são religiosos”, confessa Tiago Lobo do Vale.

Leia o resto do artigo na edição de julho da Men’s Health e saiba ao pormenor como o desporto interfere com a liderança e como este impacta a vida dos grandes líderes.

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