Viagem por um Irão mais exclusivo

11 Agosto, 2017

Pode levar-se algum tempo a compreender a mistura de requinte e austeridade que caracteriza o Irão. Mas imaginemos que chegámos a Teerão, a capital e uma das cidades mais povoadas do Médio Oriente. Por aqui, a extrema limpeza, o ordenamento e o enorme número de jardins espalhados pelos cantos mais inesperados é o que chama imediatamente à atenção. O Museu do Cristal, um palacete de finais do século XIX, e o Museu Arqueológico, o melhor de todo o país, são paragens obrigatórias para o visitante curioso, que gosta de enriquecer culturalmente. O mercado é igualmente um ponto de passagem obrigatória. Trata-se do segundo mais antigo do mundo, onde trabalham mais de 35.000 pessoas. Por lá encontra milhares de tapetes e carpetes persas a excelentes preços… sim, sim, são as mesmas que se exportam para as lojas mais exclusivas de Londres, Paris ou Nova Iorque. Mas há um dado a realçar: cada pessoa só pode transportar três metros de tapetes.

A norte de Teerão encontra os complexos de Shemshak e Shahrestanak. É o momento de puro lazer, onde pode aproveitar para pôr em prática os seus dotes nas impressionantes pistas de esqui (altitudes entre 2.550 e 3.000 metros) ou mesmo assistir (e apostar) em corridas de cavalos, num ambiente tão seletivo e refinado que o transportará para os tempos de um Irão governado pelo Rei mais adorado de sempre pelos locais, Sha Reza Pahlav. Aqui, se for simpático e divertido, poderá ter a sorte de o convidarem para festas privadas, ficando a conhecer a famosa hospitalidade iraniana.

De Teerão seguimos para Kerman. Uma província que relembra que o Irão é propriedade do deserto. Vir até aqui é garantia de experiências inesquecíveis: no caminho de Tadz a Yadz encontra o Caravanserai de Zenodin, no qual dormir como os antigos viajantes dos tempos das caravanas no deserto. Outra boa escolha passa por visitar o labiríntico centro antigo de Yadz, a capital dos zoroastros, seguidores de uma religião anterior ao islamismo, da qual se herdou a distinção entre o “Bem e o Mal”.

Daqui pode seguir para Shiraz, a “cidade dos poetas e das rosas”, com os seus belíssimos jardins, as suas fontes e os mausoléus dos poetas persas Hafez e Saadi

Em Shiraz pode marcar excursões para Persépolis, uma cidade que permite sentir o passar do tempo através das pedras. No entanto, se preferir, podemos rumar a Isfahan, a “Pérola da Pérsia”, a cidade iraniana com a maior concentração de monumentos islâmicos. Na Praça de Naqsh-é-Djahan perceberá o esplendor dos tempos passados, é o denominado Espelho do Mundo. Resumindo, os principais monumentos da cidade são o Palácio de Ali Qapu, a mesquita de Lotfollah e a mesquita do Shah. Também vale a pena dar um salto até ao bairro Armenide Jolfa para visitar a catedral de São Gregório e comprovar, uma vez mais, que o Irão tem milhares de cores escondidas.

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