Em entrevista exclusiva, a atriz revelou-nos que não é por acaso que é a mulher portuguesa com mais fãs nas redes sociais. Exótica, sensual, inteligente e lutadora, eis Rita Pereira no papel principal.


Rita, ainda te lembras da tua vida antes de seres conhecida? Como foi a tua transição para a fama?
Acho que não dei muito conta disso. Quando entrei para os Morangos com Açúcar, o produto era só mais uma novela, não era a loucura em que se transformou mais tarde… uma rampa de lançamento para a fama. As pessoas que faziam parte da minha série queriam realmente vir a ser atores, queriam aprender, ser melhores, eram humildes, unidos e cresceram muito uns com os outros. Não senti em momento algum “ok, eu agora sou famosa”. A abordagem na rua, os autógrafos, o carinho transmitido pelas pessoas, a admiração e até as invejas, tudo isso foi acontecendo e eu fui aceitando com naturalidade que, a partir daquele momento, seria assim.

Mas quais foram as maiores dificuldades que sentiste ou quiçá continues a sentir?

De se ser “famosa”? (não gosto nada dessa palavra…) As maiores dificuldades são conseguirmos ter estômago para aguentar com as mentiras das revistas cor-de-rosa que, muitas vezes, transmitem ao público aquilo que não somos, apenas porque aquilo que não somos vende mais do que aquilo que somos. Quanto às abordagens das pessoas – aos autógrafos, fotografias, abraços intermináveis – lido muito bem com tudo isso, aliás, gosto bastante de receber esse feedback por parte das pessoas e gosto sempre de retribuir-lhes o carinho. A verdade é que já passei horas a conversar com pessoas que apenas iam pedir-me um autógrafo e acabaram a sentar-se comigo a lanchar.

E as críticas que mais te magoaram? Como é que as contornas?
Bemmmm, tens mesmo a certeza de que tens espaço para esta entrevista?! (risos) Mas deixa-me dizer-te que o engraçado é que as críticas do público não me magoam quando percebo que são conclusões tiradas em resposta ao meu trabalho, magoam-me as críticas que são construídas a partir de notícias falsas que saem na imprensa sobre a minha vida pessoal ou sobre a minha personalidade. Essas sim, magoam, ou melhor, chateiam imenso.

Mas não te consideras uma mulher com sorte?
Os meus pais odeiam quando alguém os aborda e diz: “A sua filha teve uma sorte!!!” Isto por uma razão muito simples, eles viram o quanto eu lutei para estar onde estou, as centenas de castings em que levei nãos – em que me disseram que era gorda, que nunca ia conseguir… – as correrias constantes entre a Faculdade, os trabalhos como promotora e os castings, etc. As coisas não me caíram do céu! Eu não tive um tio, um padrinho ou um amigo que trabalhava na televisão. Tudo o que consegui foi com o meu pro- fissionalismo, suor, força de vontade e o acreditar que ia dar certo. Portanto, se me disseres que tenho sorte, respondo de imediato: talvez uma colher de café de sorte e uma colher de sopa de muito trabalho.

A beleza está sempre associada a hábitos saudáveis. O que fazes para manter a forma?
Toda a vida fiz desporto. Ballet, dança contemporânea, hip-hop, equitação, basket, mas quando entrei para os Morangos com Açúcar deixei de conseguir conciliar 12 horas de gravações com desporto. Não tinha força, não tinha vontade. Treinava de vez em quando, mas sem qualquer disciplina. Há cerca de um ano resolvi voltar a treinar a sério. Digamos que deixei de lado a preguiça. Acho que foi uma das “decisões dos 30”. Como sempre fiz desporto o corpo não teve qualquer problema em reabituar-se e voltou mais facilmente à boa forma…ou quase. (risos) Passei a treinar três vezes por semana no Holmes Place. Não dispenso as aulas de Total Condiciona-mento, Zumba, BodyPump e MIB. Depois costumo completar com mais uma hora de ginásio, isto porque quero compensar os músculos que não trabalhei nas aulas de grupo. Não dispenso também os jogos de basket com os meus amigos, as aulas de dança contemporânea dadas pelo meu grande amigo e excelente bailarino Tiago Careto.

E a comida, preocupa-te ou não ligas a isso?

Sim! Sempre fui gordinha em miúda. Costumo dizer que engordo com o ar. Tenho mesmo de ter uma alimentação saudável e regrada. Mas adoro comer
e se tiver uma jantarada com amigos ou família, como à-vontade. Se me apetecer loucamente H3, pão alentejano com queijo da Beira Baixa ou uma boa cachupa, como! Não sou obcecada. Também tenho a sorte de não gostar de chocolate, bolos, bebidas gaseificadas, fritos…

E por que achas que és a mulher portuguesa com mais seguidores nas redes sociais?

Não tenho, sinceramente, uma explicação lógica para isso… Penso que seja um misto de curiosidade, carinho, amor, ódio, que muitas pessoas sentem por mim. Mas também pode ser pelo facto de as pessoas perceberem que o que coloco na minha página é real. Não é para parecer bem, não são frases feitas que vou buscar ao Google, não são fotos onde só apareço linda, não são coisas que digo que gosto porque me ofereceram ou foram patrocínio.
Não tenho qualquer problema em aparecer sem makeup, dizer tudo o que penso, responder às mensagens, aceitar as críticas respondendo de volta, questionar as pessoas com perguntas das quais quero realmente saber as respostas. Peço-lhes ajuda em relação ao meu trabalho, não coloco posts para “encher chouriços” ou para que achem que sou maravilhosa. Acima de tudo, as pessoas sabem que sou mesmo eu que trato da minha página! Talvez seja por isto, não sei.

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