Afinal, para que servem as criptomoedas? Explicamos tudo

14 Janeiro, 2022

Criptomoedas

É um facto que o número de investidores em criptomoedas está em plena expansão. De acordo com um artigo da revista Visão, só na Revolut há 100 mil portugueses a negociar este tipo de ativos. Mas antes de chegarmos à pergunta, vamos começar pelo início: afinal o que são criptomoedas?

De uma forma simples, “as criptomoedas são ativos digitais que têm uma representação dentro de uma rede descentralizada chamada de Blockchain onde permitem múltiplas aplicações em termos de produto, desde uma moeda digital até a um token que pode representar, por exemplo, um cartão de pontos do Continente ou da Repsol. No fundo podem ser ‘tokanizados’ e em vez dos pontos estarem representados de forma centralizada e intransmissível por parte de quem os emite. Quando operamos com um ativo digital, ele é transmissível e distribuível pelo mundo inteiro”, diz-nos Fred Antunes, presidente da Associação Portuguesa de Blockchain e Criptomoedas e CEO da RealFevr.

Desde que surgiu, o Bitcoin já atingiu vários máximos, mas também já teve algumas quebras significativas. Em maio deste ano, um executivo do Goldamn Sachs demitiu-se depois de ganhar milhões de dólares com um investimento que fez em Dogecoin.

Será que já é demasiado tarde para investir neste tipo de ativos? Fred Antunes diz que não, afirmando que o cenário da Blockchain está como estava a Internet em 1997/98 em termos de adoção. “Se eu em 1998 perguntasse a alguém se tinha interesse em investir num motor de busca, todos me iriam dizer que eu era louco e que esse motor de busca não serviria para nada. Esse motor de busca hoje chama-se Google. Ou se em determinado momento eu dissesse vamos acabar com os computadores, porque na verdade o que vamos ter é um computador todos os dias na mão, também iriam dizer que não era possível, mas foi o que Apple fez.

Do ponto de vista do timing, eu diria que quem começa a investir agora ainda está em fase de early adoptation tal e qual como aconteceu com a Internet”, explica-nos Fred Antunes.

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