Esqueça os atalhos e opte pela saúde tendo por base as premissas de um estilo de vida saudável. “Para termos um bom carro não interessa apenas o design exterior, mas também o interior, o chassis e um bom motor. Da mesma forma, uma pessoa que pretenda ter um corpo escultural ou uma performance exemplar não poderá confiar apenas nos suplementos: terá de possuir um corpo treinado ao longo dos ano e uma alimentação e hidratação adequadas, para não falar da componente genética”, explica a nutricionista Paula Valente. Ainda que no caso de atletas de alta competição ou de alguém que tenha uma rotina de treino realmente intensa a suplementação possa fazer sentido, Paula Valente diz que os iniciantes “pouco ou nada ganham com a toma de um suplemento. A alimentação adequada ao tipo de treino, ao somatótipo corporal e ao objetivo pretendido será suficiente
para alcançar os resultados”.
Com a evolução dos suplementos alimentares, Paula Valente afirma que hoje as proteínas whey têm, na sua maioria, uma quantidade adequada de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) que permitem a recuperação muscular após o treino (cerca de 3 g de leucina por dose).
A diferença entre as proteínas disponíveis no mercado tem que ver com o tempo que demoram a fazer efeito: “No caso das proteínas whey isoladas ou hidrolisadas, a cinética de absorção é igual e bastante rápida (a hidrolisada tem uma ligeira vantagem)”. No caso da caseína, a absorção será mais lenta, pelo que o modo de toma aconselhado é de várias vezes ao dia.
Paula Valente recomenda a proteína whey caso as análises clínicas estejam dentro dos valores recomendados e se seguir uma rotina alimentar e de hidratação corretas, sem esquecer o requisito obrigatório: treinar de forma intensa e frequente. Para fugir aos pós e às cápsulas, o conselho é reforçar a alimentação com leite achocolatado magro após o treino – sim, leu bem – e ainda iogurtes ou queijos com adição de proteína antes de se deitar. Note que cada caso é um caso e que deve sempre aconselhar-se com um nutricionista.

