Aos 18 anos quis mudar. Perdeu 63 quilos em 12 meses

17 Dezembro, 2018

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Por sofrer de deficiência imunológica, Nate Peck sabia que tinha facilidade em ganhar peso. Mas deixou-se levar pela tristeza que advém do fim de uma relação – que na adolescência é vista como dos maiores problemas de uma vida.

Aos 18 anos, pesava 155 quilos. Sem mais desculpas, literalmente, agarrou-se à hashtag #noExcuses, que ainda hoje utiliza, e decidiu que era hora de mudar.

Em um ano, perdeu 63 quilos, mas não se ficou por aí. Continuou a treinar por si e pelo seu corpo, continuou a perder gordura e ganhou 20 quilos de massa muscular.

Hoje, com 25 anos, Nate voltou a ganhar o controlo do seu peso e da sua vida. Saiba como mudou.

Uma infância pouco cuidada

Enquanto criança, comia como a maioria dos jovens americanos. Uma dieta rica em hidratos de carbono e baseada em refeições pré feitas.

Como conta à Men’s Health, “sofro de imunodeficiência primária. Basicamente, o meu corpo não produz glóbulos brancos”, uma condição que leva a que seja mais provável que sofra com alguma infeção.

Apesar deste aspeto, Nate não cuidava da sua alimentação e comia tudo o que lhe apetecesse, fosse um menu do Mc Donald’s por dia ou uma garrafa inteira de refrigerante. “Tinha o ‘Pack especial do Nate’, em que comia três hambúrgueres duplas, um pacote grande de batatas fritas e um balde de Coca-Cola”, lembra.

Este estilo de vida não ajudou à condição e, embora praticasse futebol, foi obrigado a sair da escola por questões de saúde.

Foi nesta altura que decidiu mudar. Muito por apoio dos médicos que lhe garantiam que se perdesse 15 quilos começaria a sentir-se melhor.

Arnold Schwarzenegger, uma inspiração

Consciente de que precisava de ter controlo no seu corpo, Nate procurou fazer como era a rotina de homens que considerava exemplos. Nas paredes do quarto, tinha posters de vários deles como Schwarzenegger, alguns jogadores de futebol ou mesmo o Batman. Queria ser como todos eles.

Para por o plano em ação passou por comprar uma elíptica que montou em frente à televisão e onde passava horas a treinar, diariamente, enquanto via programas de desporto na televisão.

Quanto à dieta, passou a comer mais proteína e hidratos de carbono complexos. Anos mais tarde, aderiu ao jejum intermitente com uma janela de nove horas sem comer.

Assim, sem dietas drásticas nem operações, o jovem viu o corpo mudar e começou a sentir-se bastante melhor. Mas os problemas imunitários continuavam presentes e foi diagnosticado com arterite reumática, um problema que afeta as articulações.

“Há dias em que acordo e parecia que tinha sido atropelado por um camião”, lembra à Men’s Health. Mas nem nesses dias pensou em desistir.

Da elíptica à sala de pesos livres

A jornada continuou, mesmo com as referidas condicionantes, e Nate chegou ao objetivo de 63 quilos de massa gorda eliminados. Era altura de criar músculo.

Foi nesta fase que mais sentiu a mudança que vinha de dentro para fora, quando viu o seu corpo transformar-se naquilo que queria.

Além do aspeto físico, a vida ativa e o peso ideal levaram também a que se reduzissem os problemas nas articulações.

Em suma, estes foram os aspetos que levaram ao que Nate é hoje. Saudável, bem consigo e com uma prática de treino bem frequente. Pesa 110 quilos, graças ao levantamento de peso que pratica cinco a seis vezes por semana.

Satisfeito com o que conquistou, e certo de que ainda pode melhorar, Nate Peck deixa um conselho aos que passem por algo semelhante. “Vai sempre haver alguém mais esperto, mais rápido e melhor do que tu. Mas isto não significa que não devas trabalhar no duro. Eu sei que me posso superar e estou satisfeito com isto”.

Artigo via Men’s Health americana.

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