5 perguntas que o seu médico quer que faça numa consulta de rotina

10 Setembro, 2022

Existe uma crença comum de que os homens não vão ao médico. No entanto, de acordo com uma pesquisa da Hearst Media, empresa mãe da Men’s Health, três em cada quatro homens (75%) foram ao médico no ano passado. Este número sobe para 80% quando se fala em homens com mais de 35 anos e 84% para aqueles com mais de 55 anos.

Consultar um profissional de saúde regularmente é fundamental para se manter saudável e detetar problemas sérios precocemente. Mas também precisa de ter certeza de que tira o máximo proveito dos seus exames, o que significa fazer as perguntas certas e trazer qualquer sintoma preocupante à atenção do seu médico.

“Os médicos não conseguem adivinhar exatamente aquilo que o incomoda, e só podemos ajudá-lo se soubermos o que está a acontecer”, diz Daniel Kiss, cardiologista do Hackensack Meridian Jersey Shore University Medical Center.

Precisa de ajuda para falar com o seu médico? Aqui estão as cinco perguntas que os médicos dizem que deve fazer numa consulta de rotina.

5 perguntas que o seu médico quer que faça numa consulta de rotina

“O que posso fazer para prevenir futuros problemas de saúde?”

Esta é uma boa pergunta inicial aberta que fará com que o seu médico fale sobre comportamentos de estilo de vida saudável, bem como testes ou exames para doenças comuns em homens da sua idade. Lembre-se, o objetivo de uma consulta de rotina não é apenas discutir o que está errado, porque em muitos casos, especialmente se ainda é relativamente jovem, pode não ter nenhuma preocupação grave. “Qualquer bom médico também deve falar sobre prevenção e o que deve fazer para se manter saudável no futuro”, diz Kiss.

Considere esta pergunta como um quebra-gelo. Depois de falar amplamente sobre a sua saúde, é chegada a hora de ser mais específico. E que melhor lugar para começar do que o seu coração?

“O que posso fazer pela saúde do meu coração?”

As doenças cardíacas são a principal causa de morte no mundo todo e os homens têm um risco ligeiramente maior do que as mulheres. Ao abordar este assunto, acaba por convidar o seu médico a falar consigo sobre o seu estado atual de saúde cardiovascular. Questões especificas que um médico pode fazer: “É hora de verificar o seu colesterol, como estão os seus níveis de diabetes e de tensão arterial?” diz Niket Sonpal, professor assistente de medicina no Touro College of Medicine, em Nova York. O seu médico provavelmente solicitará vários exames para avaliar esses e outros fatores de risco, além de verificar sua tensão arterial.

Ao discutir a sua saúde cardíaca, é provável que o seu médio faça questões sobre o seu estilo de vida. Se isso acontecer, seja honesta sobre o exercício físico que faz e se fuma ou bebe. Estas três áreas em particular são os principais fatores de risco para a saúde cardiovascular. “Do ponto de vista de um médico, só podemos seguir o que nos diz e caso falsifique as suas respostas, só se prejudica”, diz Sonpal.

“Podemos falar sobre a minha história familiar?”

Os seus pais e avós são uma grande referência para a sua saúde. “Antes da sua consulta, pergunte aos seus pais sobre doenças que familiares tiveram”, diz Kiss. “Por exemplo, o seu avô faleceu de ataque cardíaco aos 49 anos, mesmo transmitindo a imagem de quem tinha muita saúde?” No que toca a doenças cardíacas, isto é um fator de risco para si”.

Repare que o especialista mencionou “fator de risco ”e não “sentença de morte”. É importante ter consciência de quais são as doenças que pode estar predisposto geneticamente – seja um certo tipo de cancro, doença cardíaca ou diabetes tipo 2 – não para ficar stressado, mas para que possa tomar medidas preventivas e evitar futuras complicações.

“Posso falar sobre uma mudança que notei recentemente durante o sexo?”

Por mais estranho que seja, precisa de levar qualquer problema de saúde sexual que sinta que tenha ao seu médico. “Um declínio na função sexual pode estar associado a outros problemas como diabetes, tensão alta ou a efeitos colaterais de medicamentos. Por isso, converse com o seu médico se sentir que é mais difícil ter uma ereção ou manter uma”, diz Ernst von Schwarz, cardiologista de Los Angeles. “O seu médico pode não só ajudá-lo a tratar a disfunção erétil, mas também pode verificar se é um sinal de outro problema”.

“Preciso deste medicamento ou há algo mais que eu possa experimentar?”

Os medicamentos podem ajudar em determinado problema, mas pergunte sempre se há uma abordagem não medicamentosa que possa adotar primeiro. “Não tenha medo de perguntar sobre alternativas”, diz Von Schwarz. Por exemplo, pode controlar o colesterol com medicação, mas também com mudanças no estilo de vida, através da alimentação e de exercícios físicos.

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