Não é novidade que a Covid-19 nos obrigou a mudar o nosso estilo de vida, certamente ouve-o diariamente vindo das mais variadas fontes. Apesar de confinamento e distanciamento social serem a nova normalidade, ambas as práticas acarretam diversas emoções negativas como ansiedade e depressão, o que tem um impacto negativo na saúde mental, diminuído assim emoções positivas e a satisfação com a vida.
No artigo que escrevemos sobre como superar mais um confinamento, sugerimos que adquirisse hábitos saudáveis, nomeadamente exercício físico e uma alimentação mais equilibrada. A Men´s Health conversou com especialistas dessas áreas para tentar explicar melhor a influência que o exercício e a nutrição têm na saúde mental.
Exercício Físico
“Os movimentos da atividade física ativam hormonas, [uma das quais] também conhecida pela hormona da felicidade” refere Tânia Ribeiro, personal trainer no Fitness UP e também online “a prática regular de atividade física tem um impacto significativo na diminuição do stress e ansiedade, no aumento da qualidade de sono, da energia e da produtividade e melhora a nossa autoestima, mantendo assim uma boa saúde mental que é a base do bem-estar”.
A profissional reconhece que passar os dias fechados em casa aumenta a tendência de ter um comportamento sedentário, mas não deixa de encorajar a um esforço extra para combater essa propensão. Se não consegue arranjar motivação sozinho, procure um “profissional de exercício físico certificado, que o aconselhará no treino, adaptando-o ao seu objetivo, condição física e aos recursos materiais que tem em casa para realizar o treino, seja uma pessoa com hábitos de treino ou não”. Apesar de não puder deslocar-se a um ginásio, pode recorrer às aulas de grupo ou treinos personalizados convertidos para o online.
Tal sedentarismo é também responsável pelo aumento de peso. Aqueles quilos, que tanto esforço fez para perder, ameaçam voltar e trazem como companhia distúrbios à autoestima e saúde mental.
Nutrição
“A alimentação tem um papel central no nosso bem-estar, tanto físico como mental”, mencionou Rita Lopes, nutricionista e sócia da Associação Portuguesa de Nutrição e da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO), “realizaram-se cada vez mais estudos que associam o estilo de vida, incluindo os comportamentos alimentares, a transtornos e estado de saúde mental”.
Dada esta relação, a profissional apresentou algumas dicas para controlar o peso, o que não só ajuda a manter um estilo de vida saudável a nível físico, mas também a nível psicológico.
Não omita nem salte refeições, “caso contrário, pode desencadear uma ingestão energética excessiva nas refeições seguintes e uma desregulação do apetite” e coma de forma consciente, assegurando que inclui uma quantidade adequada de frutas, legumes, fibra e Ómega 3. Privilegie o consumo de gordura mono e polinsaturada, uma vez que o “consumo adequado de gordura insaturada é essencial para a manutenção da saúde mental”.
Não se esqueça de manter uma boa hidratação, a água é essencial para quase tudo, incluindo a regulação do peso. Preserve a rotina de sono para que o cérebro permaneça saudável ao cumprir o mesmo horário a que estava habituado e para impedir que os números da balança disparem.
Indo ao encontro do que Tânia Ribeiro mencionou, Rita Lopes sublinha a importância de se manter ativo, independentemente do tipo de exercício físico que escolher. Tudo com a finalidade de ter uma mente sã em corpo são.