Romance e pandemia são dois conceitos que, à primeira vista, parecem não conseguir andar lado a lado. Mas andam. O site de encontros Felizes.pt analisou as tendências dos utilizadores e tudo o que aconteceu na plataforma durante o ano de 2020, marcado por períodos de confinamento e limitação.
Após analisar todos os dados, o site revela agora tudo sobre o estado do amor, naquele que foi um dos anos mais difíceis para as relações interpessoais. Os dados foram recolhidos através de um algoritmo para preservar a privacidade dos utilizadores.
Amor digital em tempos de pandemia
Ao longo do ano passado, contaram-se 62.879 registos no site, o que representa um acréscimo de 14% em relação a 2019. A pandemia foi a grande impulsora deste crescimento, ao lançar muitas pessoas para o mundo do online dating. Desde março que a Covid-19 se tornou tema de conversa, os novos registos começavam a mencioná-la nos perfis e utilizadores da plataforma incluíam no perfil essas palavras que andavam nas bocas do mundo.
No campo da introdução, lê-se num comunicado enviado às redações, contaram-se cerca de meio milhar de expressões alusivas à pandemia, mas foi nas conversas que se verificaram milhares de menções diariamente, atingindo um pico em abril e outro em dezembro, deixando entender quando ocorreram a primeira e a segunda vagas em Portugal. Tema transversal a todas as faixas etárias, porém mais mencionado por mulheres (60%) do que por homens (40%).
A criação de novos registos no site teve dois picos bimestrais durante 2020: em março-abril e em setembro-outubro. A explicação para o primeiro pico pode estar interligada com o período de confinamento obrigatório em Portugal, durante o qual muitas pessoas optaram por fazer novas amizades na plataforma, visto que pessoalmente era impossível. A segunda vaga de novos registos pode ser esclarecida pelo regresso à rotina de trabalho, após um verão desconfinado com poucos casos diários de Covid-19 em Portugal, e à antevisão de uma segunda vaga da pandemia.
Comparando os mesmos períodos no ano de 2019, as inscrições aumentaram 27% entre março e abril e 33% entre setembro e outubro, em 2020. Janeiro e fevereiro foram os meses com menor número de registos.
Também a média de idades dos utilizadores inscritos aumentou, assim como o número de divorciados. Se até 2019 a média era de 38,5 anos, em 2020 subiu para os 41,4 anos, onde uma em cada três pessoas inscritas no Felizes.pt era divorciada. Um valor alto que poderá ser reflexo do aumento de número de divórcios durante o ano que passou.
Os acessos à plataforma acompanham de forma semelhante as inscrições, mas foi outubro o mês com maior número de utilizadores a iniciar sessão no site (921.825). Mais uma alteração causada por 2020, uma vez que, em anos anteriores, eram os meses de verão que aumentavam as sessões iniciadas. Em contrapartida, fevereiro teve o menor número de acessos, contando apenas com 676.725 sessões iniciadas.
O dia da semana com maior atividade foi o domingo. Os acessos ao site diminuem com o passar da semana, sendo sábado o dia com menos afluência. Atualmente, o horário com mais atividade ocorre durante o período da noite, das 20h às 00h. Na altura pré-Covid, os dados mostram que o horário com maior atividade acontecia um pouco mais cedo, entre as 18h e as 22h. Em termos de acessos por género, este ano as mulheres visitaram mais o site do que os homens, conseguindo, a plataforma, alcançar um rácio de 50%-50% entre ambos.
Esperança no amor
Apesar das dificuldades que 2020 trouxe em termos de relacionamentos, os portugueses não deixaram de acreditar e apostar no amor. Durante o mês de setembro, cerca de 1300 perfis foram encerrados por utilizadores que entraram em relações de compromisso, mês com o maior número de pessoas a sair do site, diz o mesmo comunicado.
O papel da plataforma na vida dos seus utilizadores revelou-se fundamental, especialmente durante a pandemia, para que estes conseguissem formar ou explorar novas relações de amizade ou amorosas, num ano desafiante para a socialização. Alguns utilizadores referiram ainda que o site permitiu um escape à realidade difícil, um regresso ao contacto com desconhecidos e à sensação de novidade e mistério.
Rui Sousa, Co-Fundador do Felizes.pt afirma em comunicado que “2020 foi o ano da reinvenção, até para as plataformas de dating que quisessem atender às novas necessidades dos seus utilizadores. Sem a possibilidade de encontros físicos, apercebemo-nos que teríamos de estender a nossa oferta e de estarmos mais próximos da nossa comunidade.” E acrescenta: “o online dating está a mudar e queremos continuar a inovar com novas formas de facilitar as ligações humanas entre os portugueses”.